A Cachaça Esquerdista Das Redações E Um Comentário De Olívia Milena, Do "ME"…
Mais: o texto de Laura induz, acho eu, o leitor a crer que o fato de haver hoje mais negros na invasão do que há vinte e cinco anos torna esse movimento mais democrático do que aquele. Não torna. Com mais ou com menos, a ação continua a ser um flagrante desrespeito ao estado democrático de certo.
E isso, sim, é contrário de 1982. A nação vivia uma ditadura — meio esculhambada, entretanto ditadura. E notem bem: era uma ditadura que não conseguia nem ser "de direito", pelo motivo de ela não respeitava seus próprios pressupostos. Se "negro" fosse ordem política, por este tema, seria, dessa forma, uma classe negativa.
Ainda bem que não é. Leitores reclamam que "peguei leve" com Laura em razão de ela é minha "amiga". Nem ao menos uma coisa nem ao menos outra. Discordei de modo civilizada — e, às vezes, Tio Rei tem o coração mole. Nós nos conhecemos, não somos amigos. Discordo radicalmente da leitura que ela fez. A pergunta que me interessa é outra. O que lamento é que um jornal como a Folha — ou o Estadão, que seria a nossa possibilidade mais conservadora e, infelizmente, não é — não comportem uma reportagem com um assistir distinto ou mesmo contrário do de Laura. Isto parece desejar falar algo. Talvez necessite expor que as redações são uma espécie de território mais ou menos livre, liberado, pra numerosas maneiras de esquerdismo, porém interditado para o que chamam de "direita". E isto é ruim. O ambiente da "voz do dono", do "patrão", seria o editorial.
Se houve, alguma vez, ao longo da ditadura, qualquer coisa de meritório em quem conseguia "ser de esquerda" nas redações, atualmente, isto não passa de oficialismo, de governismo, de alinhamento com a metafísica influente. Em recente entrevista ao Observatório da Imprensa, Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha, observou que mesmo o jornalismo tem uma conexão de servilismo com o PT.
Escrevi neste local um texto afirmando que concordo com ele. Mas larguei a minha Mafaldinha. Engraçado essa mocinha (que vc diz não publicar o nome pra protegê-la) falar coisas sobre o assunto partidos políticos,assembléias chatíssimas comandadas por partidos x, e, z, (aliás, faltou ela nomear alguns e assim como falou outros que nunca vi por lá.
Como se vê, a militante prova que o "movimento" está tomado por partidos de extrema esquerda, como sempre esteve. Não há nada mais uma vez neste específico. Ela só considera que a caracterização feita por uma colega é inexata. Reparem no momento em que ela escreve: "uma esquerdista que Realmente acompanha o que acontece". Este é o traço mais pernóstico que os educadores de esquerda transmitem a seus abduzidos: a idéia de que eles têm acesso a uma consciência superior, à verdade. Sou da FFLCH e imagino super bem o que ocorre por lá. Ocorre que convocamos assembléias de sala, de curso, geral, e esses que se dizem uma oposição oprimida não se manifestam e depois querem meter o bedelho nas decisões tomadas democraticamente!
- 6 Procedimento seis.1 Planeamento inicial
- Mulheres que traem procuram mais sexo e não pensam em divórcio
- "Não vi nenhum aprisionado sendo executado"
- Luana Lima argumentou: 11/09/12 ás 08:Vince e seis
- 176 "O exército do Sr. Satan!" Os Discípulos de Hércules vinte e sete de Janeiro de 1993
- trinta e cinco As Palavras do Patriarca
Acesse só, Laura. Nada mudou! Você chama pra assembléia — a todo o momento manipulada, direito, Laura? Ela é o foro. Ora, uma assembléia teria de ser, no mínimo, representativa. Não importa. Os gatos pingados, todos militantes, vão lá. Tomam a decisão por maioria — da assembléia, não dos estudantes. E quem discorda do processo? E quem nem sequer mesmo comparece pra votar? Não existe como gente. Tem de calar a boca.
Caso tente relatar qualquer coisa, está "metendo o bedelho". A faculdade se torna uma conteúdo privado de quem aceita os métodos da tropa de choque. A que decidiu, ontem, a perpetuidade da ocupação teria reunido 2 1 mil pessoas. Os números são dos invasores — deve ser a metade. Contudo que fossem 2 1 mil. Correspondem a temíveis dois,quatro por cento dos estudantes da USP! Se querem ter aula, se são contra a greve, contra a causa do ME, se acham que a USP e suas numerosas unidades precárias os contentam, que se manifestem!
Eis o seu defeito, Mafaldíssima. Eis a prova de que você não entende nada de democracia. Eles se manifestam. Só não recorrem à brutalidade que você endossa. Tanto se manifestam, que há somente duas faculdades em greve: a Fefeléchi e a ECA. E só é assim sendo já que, nessas faculdades, o poder assim como está com a esquerda.
O resto da USP está em funcionamento. Vocês é que não aceitam o ponto de vista oposto. Vejam o caso do Instituto de Física. No momento em que um aluno não vai às assembléias manipuladas de vocês, quando se nega a entrar em greve, está informando, quando menos, NÃO a seus métodos. Note, Laura: "ME" para designar "Movimento Estudantil" é jargão de esquerda.
Replies