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Olha o Ozzy passando atrás de nós, este Guilherme Martin oferece muito serviço! Uma banda em turnê é uma locomotiva em movimento, uma entidade dinâmica que se transforma a cada show e vive uma história diferenciado em cada palco. Há, no entanto, um componente dessa entidade chamada ‘turnê’ que é bastante físico: a equipe e o objeto.


Somos 5 músicos na banda, portanto você imagina que entrar numa van e sair para tocar pelo interior de São Paulo, como fizemos no fim de semana passado, é uma coisa tranquila. Cinco músicos dentro de uma van é tranquilo, sim, mas é claro que não é somente isto. Viper sendo um show com uma geração razoavelmente acessível, em que o assunto é de fato a música. Tudo isto para quê? Para relatar que, mesmo quando há ‘Day Off’, o dia de descanso pela turnê em que não há shows, essa tranqueirada toda necessita continuar em qualquer território. Pois foi o que ocorreu pela volta do Rio de Janeiro, pela terça-feira passada.


Chegamos em São Paulo na quarta, e à noite fomos convidados pra tocar no 10º. Prêmio Dynamite, arrumado através do nosso amplo colega André ‘Pomba’ Cagni. Não Até Decidir Comprar Ou Não , mesmo com todo o cansaço. O Pomba, aliás, diante de todas as coincidências do universo, foi pontualmente o cara que nos ajudou a produzir o disco ‘Soldiers of Sunrise’, cujo aniversário de 25 anos motivou toda essa bagunça.


Dava pra narrar não? E lá vai a van lotada do Viper para o Teatro Sérgio Cardoso, onde tocamos ‘H.R.’, primeira música composta e tocada na banda. Sete Formas Para Gerar Títulos Criativos Pra Seus Artigos uma música só, não deu nem sequer pra suar: do jeito que a coisa anda, a gente não precisava nem sequer ter ido: as guitarras teriam tocado sozinhas.


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Quinta-feira, 12 de julho, foi um Day Off de verdade, graças ao deus das turnês. Aí é dia de suspender à tarde e aproximadamente continuar feito um zumbi o dia inteiro. Dia seguinte, tudo mais uma vez: entramos pela van e fomos para Bauru. Entretanto sem esquecer da dupla coincidência, ou talvez não tenha sido coincidência nenhuma, mas uma conjunção de fatores: Sexta-Feira 13 e Dia Mundial do Rock.


A trilha sonora do show de Bauru foi ‘Dia Mundial do Rock’, porém a temperatura no palco foi ‘Sexta-Feira 13’. Quente como o inferno! Não sei se o ar condicionado não estava funcionando, porém no mínimo eu devo ter perdido mais uns 2 quilos. Regime pela rua não é sempre que é de propósito.


No dia seguinte - ou pela madrugada seguinte, tenho que admitir - acordamos e caímos pela via mais uma vez, desta vez para o festival Araraquara Rock. Pela manhã seguinte imediatamente começamos a viagem de volta para São Paulo, em razão de o show do domingo, em Jundiaí, é tão perto que poderíamos entrar na van e ir para residência logo depois da exibição.


Outro agradável show, se a modéstia me permite. Contudo o mais ótimo foi ter localizado diversos amigos e fãs pela confraternização que prontamente virou esse tal de ‘meet & greet’. Tiramos fotos, autografamos inmensuráveis discos, reencontramos antigos fãs, conhecemos novos. Não há expressões pra agradecer uma pessoa que sai de moradia, enfrenta uma fila no gelado, compra o ingresso e, no momento em que você pergunta: ‘e aí, gostou do show? ’, ela responde: ‘foi um dos melhores shows que prontamente vi na existência! ’. Não tem preço pra esta finalidade, não há nada que pague para ti ter feito aquela pessoa feliz durante duas horas e meia da existência.